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O menino da sua mãe

Mafalda Veiga
Lingua: Portoghese

Lista delle versioni e commenti



Música: Mafalda Veiga
Letra: Fernando Pessoa
In: "Pássaros do Sul", 1987

Cantata anche da Dulce Pontes
Nota:
Hoje estava eu muito sossegado no meu cantinho a "dar um olho" a Pessoa quando me aparece este poema. Lembrei-me de um excelente álbum de 1987 da Mafalda Veiga (o primeiro dela) que se chama "Pássaros do Sul" e onde ela "põe" música neste lindíssimo poema, e faz uma coisa tão simples que se torna espectacular. Não sei se já ouviste alguma vez mas olha que vale bem a pena. Acrescento só que o álbum tem a produção e direcção musical de um Trovante que é o Manuel Faria (que também toca teclas em duas canções) e a participação de outros "Trovantes" como José Salgueiro (bateria), Artur Costa (metais) e Fernando Judice (baixo), também de um homem que pertenceu à primeira formação dos Trovantes (a de "Baile no Bosque") que é o João Nuno Represas. Além de outros excelentes músicos como: António Ferro, Renato Junior, Rui Luís Pereira e Mário Gramaço.

*

Traduzione della nota:

Nota: "Oggi me ne stavo in santa pace nel mio angoletto a "dare un'occhiata" a Pessoa, quando mi compare questa poesia. Mi sono ricordato di un bellissimo album del 1987 di Mafalda Veiga -il suo primo- che si chiama "Pássaros do sul" [Uccelli del sud, ndt], dove "infonde" musica in questa bellissima poesia facendo una cosa talmente semplice da diventare spettacolre. Non so se già la avete ascoltato qualche volta, ma guardate che vale davvero la pena. Aggiungo soltanto che l'album è prodotto e diretto musicalmente da uno del gruppo dei "Trovantes", vale a dire Manuel Faria (che pure suona le tastiere in due canzoni), con la partecipazione di altri "Trovantes" come José Salgueiro (batteria), Artur Costa (metalli) e Fernando Judice (basso), nonché di un uomo che faceva parte della prima formazione dei Trovantes (quella di "Baile no Bosque"), cioè João Nuno Represas. Vi sono inoltre altri eccellenti musicisti come António Ferro, Renato Junior, Rui Luís Pereira e Mário Gramaço.")

(da Arquivo de Música de Língua Portuguesa)
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece

Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe. Está inteira
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
(Malhas que o Império tece)
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.

17/11/2004 - 17:39



Lingua: Italiano

Versione italiana di Riccardo Venturi (2004)
IL BIMBO DELLA MAMMA

Nella pianura abbandonata
che debole brezza riscalda
di pallottole trapassato
-due, da lato a lato-
giace morto, e si irrigidisce

Il sangue gli riga la divisa
con le braccia distese,
pallido, biondo, esangue
fissa con sguardo languido
e cieco i perduti cieli

Così giovane! Com'era giovane!
(e adesso quanti anni ha?)
Figlio unico, sua madre
aveva continuato a chiamarlo:
"Il bimbo della mamma".

Gli cadde dalla tasca
un piccolo portasigarette,
glielo aveva dato la mamma.
È tutto intero e ancora buono.
È lui che non serve più.

Da un'altra tasca, leggera
quasi tocca il suolo
con il suo orlo bianco
un fazzoletto...datogli dalla vecchia
tata che lo aveva portato in collo.

Lontano, a casa, si prega:
"Ritorni presto, e bene!"
(maglie che l'Impero tesse).
Giace morto, e imputridisce
Il bimbo della mamma.

18/11/2004 - 00:16



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