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Cantiga de Montemaior‎

Adriano Correia de Oliveira
Lingua: Portoghese


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(Adriano Correia de Oliveira)


‎[1975]‎
Versi di Manuel Lopes Fonseca, meglio conosciuto come Manuel da Fonseca (1911-1993), scrittore ‎e poeta portoghese
Musica di Adriano Correia de Oliveira, con arrangiamento e direzione musicale di Carlos Fausto ‎Bordalo Gomes Dias, meglio conosciuto come Fausto (1948-), compositore e cantante portoghese.‎
Album “Que nunca mais”.‎

Que nunca mais

Non so esattamente dove si trovi Montemaior né se vi sia successo qualche episodio particolare ma, ‎spulciando qua e là nella Rete, mi sono fatto l’idea che nell’attacco di questa sua poesia Manuel da ‎Fonseca si sia ispirato alla medievale “Tu, que ora vẽes de Monte-maior”, scritta in gallego dal ‎trovatore medievale Gil Sanches (1202-3/1236). Qui però la cantiga de amor (“Lá do meu amor de ‎quem fui separado”) si arricchisce del racconto dell’arresto (“Na sombra da noite eu fui afastado ‎por gente sem rosto e longo braço armado”) e della carcerazione di un leader contadino, un ‎‎“soldado del povo” amato dalla sua gente e per questo inviso al Potere. Ed oltre a chiedere notizie ‎della sua amata compagna, l’imprigionato chiede all’amico in visita di rassicurare il villaggio e di ‎raccontare a tutti che, nonostante le sbarre e la spade da cui è circondato, lui, soldato del popolo, ‎continua a lottare come ha sempre lottato e che la vittoria è certa ed imminente…‎
Tu que vens agora de Montemaior
Que de Montemaior agora és chegado.
Diz-me se trazes recado do meu amor
Lá do meu amor de quem fui separado.‎

Não temas os ferros deste gradeado
Nem as espadas ruins que há em meu redor
Tu de Montemaior agora chegado
Nesta hora chegado de Montemaior
Conta-me o recado que trazes mandado
Do meu amor de quem fui apartado
Não temas os ferros deste gradeado
Nem as espadas ruins que há em meu redor.‎

Saiba a minha gente de quem vens mandado
Que todos lá saibam em Montemaior
Cada vez mais luto pelo que eu lutava
Que sou todos sabem soldado do povo
Não foi só a mim que isto aconteceu
A muitos mais foi e deles um fui eu
Na sombra da noite eu fui afastado
Por gente sem rosto e longo braço armado.‎

Vida que ganhei nunca foi por esmola
Pois criança ainda apascentar o gado
Da encosta ao vale e da planície à serra
Era o meu livro de eu andar à escola
E anos depois já homem feito o arado
Era o meu jeito de escrever na terra
E o gesto franco de lançar sementes
Era dividir o pão por toda a gente.‎

Conta quem cá viste neste gradeado
Conta as espadas ruins que há em meu redor
Conta que eu luto pelo que lutava
Que a vitória é certa e já não vai tardar.‎

Que ainda mais me ama quem me tem amado
Que ainda agora luta pelo que eu lutava
Se é esse o recado que trazes mandado
Lá da minha gente outro eu não esperava
Conta quem cá viste neste gradeado
Conta as espadas ruins que há em meu redor
Conta que eu luto pelo que lutava
Que a vitória é certa e já não vai tardar.‎

Saiba o meu povo de que vens mandado
Que todos lá saibam em Montemaior
Cada vez mais luto pelo que lutava
Que sou todos bem sabem soldado do povo.‎

inviata da Dead End - 11/12/2012 - 13:39



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